sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Matéria prima

Tudo aqui é poeira
o sonho, a melodia,
o amor, o trabalho
a dor...

A dor é poeira!
Benditas lágrimas
choradas sobre o pó
Ainda há esperança?

Esperança é o barro!
logo se molda, logo seca
e o tempo se encarrega de
transformá-lo, novamente, em pó.

Felicidade é ter poeira e lágrimas
em abundância,
matéria prima.

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* Poema em retribuição ao presente que recebi de @Allanlpereira "Dust in the Wind" - Kansas

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Feliz Ano Novo com Moby

O mesmo Moby que ouço para descontração ou para a introspecção visto e entrevistado de maneira profunda e envolvente através desta entrevista maravilhosa realizada por Jorge Pontual e publicado no site da Globo News.

Compartilho aqui, esta entrevista e espero que se emocionem tanto quanto eu.



via @mileniognews

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

(Eu Danço a) Valsa Brasileira

Vivia a te buscar
Porque pensando em ti
Corria contra o tempo
Eu descartava os dias
Em que não te vi
Como de um filme
A ação que não valeu
Rodava as horas pra trás
Roubava um pouquinho
E ajeitava o meu caminho
Pra encostar no teu
Subia na montanha
Não como anda um corpo
Mas um sentimento
Eu surpreendia o sol
Antes do sol raiar
Saltava as noites
Sem me refazer
E pela porta de trás
Da casa vazia
Eu ingressaria
E te veria
Confusa por me ver
Chegando assim
Mil dias antes de te conhecer

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Revelação

Compensei a tua ausência, mais uma vez, com minha câmera fotográfica em punho. Desejava assistir ao "milagre das noites de Natal" enquadrando sorrisos, poses e a minha ignorância. Ah, como sinto tua falta! 
Sou alguém que parece não fazer falta a ninguém, mas a minha câmera sim. Gostaria de dizer que consegui enxergar através da lente o quanto as personagens que compuseram aquele cenário possuem uma beleza incomum. Acho incrível como conseguimos retratar os anjos e os demônios que cada um trouxe consigo. Tão óbvio isto! E eu que pensava que seria a única capaz de revelá-los através do seu olhar. Ainda sou fraca e disforme. Torno-me ainda mais sensível com estes objetos por perto e o que faço é tentar traduzir o que sinto através das imagens... um desperdício, só enxergam as deformidades de seus próprios narizes.