Quando os traços de teu rosto começam a sumir, busco teu perfil. Sorte que ainda não retirou todas as fotos ou sequer bloqueou o meu acesso a elas. Não sei se te agradeço por isso. Mas, preciso dizer sobre uma foto onde uma amiga em comum divide grandes momentos felizes ao teu lado. Que pontinha de inveja me dá. Queria eu estar no lugar dela.
Percebi desta vez que as fotos de tua "eleita" não estão mais disponíveis. Depois de tudo o que (não) aconteceu, nem sei mais se desejo sorte aos dois. Há momentos em que desejo paz em teu caminho. Que tenha realmente encontrado tranquilidade ao seu tempestivo coração. E agora, só queria saber se você conquistou o que desejo tanto pra você, quanto pra mim.
E, se por acaso tiver encontrado o caminho, gostaria de pedir para que me ensine. Sei que estou apegada à uma ideia de você. A tua ausência já é tão grande, que já não sei mais o quanto de ti dentro de mim ainda coincide com a realidade.
Se pudesse voltar ao tempo, não teria feito aquele pacto com alianças imaginárias antes de tua partida. Sei que os laços se desfizeram, mas minha memória às vezes me trai e me corrói. Odeio não cumprir as promessas que faço, não te espero mais. Entretanto, me vejo presa e incapaz de esquecê-lo definitivamente.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Roteiro do Prazer
Quem o vê assim disposto, falante, de bermudas, cantarolando pela casa, feliz por ter um incenso para adocicar o ar do ambiente e pronto para dividir algumas latas de cerveja, pode ter uma breve ideia do que deseja e, se conseguir, o silêncio e a apatia é fatalmente uma consequência.
Acontece que neste percurso fui surpreendida: além de poder matar as saudades que tinha de mim mesma - entorpecida por tuas palavras - fui agraciada por algo que já nem sabia mais se tinha o direito de vivenciar com simultaneidade, o prazer!
O reflexo dos estímulos de teu olhar rude e mãos ásperas, da minha necessidade de te servir e me impor, finalmente é a mistura entre o amargo e o doce puderam ser experimentados.
O que me impressiona ainda é o fato de o orgasmo provocar alguns sintomas bem opostos em nós. Você emudece, esfria e adormece. E eu? Eu sorrio, vigio teu sono e aguardo o próximo capítulo - mesmo que ele se encerre da mesma maneira sempre.
Acontece que neste percurso fui surpreendida: além de poder matar as saudades que tinha de mim mesma - entorpecida por tuas palavras - fui agraciada por algo que já nem sabia mais se tinha o direito de vivenciar com simultaneidade, o prazer!
O reflexo dos estímulos de teu olhar rude e mãos ásperas, da minha necessidade de te servir e me impor, finalmente é a mistura entre o amargo e o doce puderam ser experimentados.
O que me impressiona ainda é o fato de o orgasmo provocar alguns sintomas bem opostos em nós. Você emudece, esfria e adormece. E eu? Eu sorrio, vigio teu sono e aguardo o próximo capítulo - mesmo que ele se encerre da mesma maneira sempre.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Dispenso título...
Amo descobrir novos personagens em mim.
Odeio esconder o que sinto.
Amo surpreender-me com manifestações de carinho, mesmo que singelas.
Odeio conter minhas mãos para não acariciar.
Amo dividir a preguiça numa tarde de domingo chuvosa.
Odeio não ter histórias pra escrever na segunda-feira.
Amo receber ligações de pessoas distantes, mesmo que seja para não dizer nada.
Odeio não ter assunto para ligar para quem me faz falta.
Amo viajar no tempo e nas lembranças com os versos de uma música qualquer.
Odeio não poder dividir minhas experiências com quem faz parte de mim.
Amo dançar com as palavras.
Odeio ser cortejada pelo silêncio.
Amo ser muitas e ao mesmo tempo única.
Odeio saber que nada do que sou se encaixará em você.
Odeio esconder o que sinto.
Amo surpreender-me com manifestações de carinho, mesmo que singelas.
Odeio conter minhas mãos para não acariciar.
Amo dividir a preguiça numa tarde de domingo chuvosa.
Odeio não ter histórias pra escrever na segunda-feira.
Amo receber ligações de pessoas distantes, mesmo que seja para não dizer nada.
Odeio não ter assunto para ligar para quem me faz falta.
Amo viajar no tempo e nas lembranças com os versos de uma música qualquer.
Odeio não poder dividir minhas experiências com quem faz parte de mim.
Amo dançar com as palavras.
Odeio ser cortejada pelo silêncio.
Amo ser muitas e ao mesmo tempo única.
Odeio saber que nada do que sou se encaixará em você.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Livra-me de Preconceitos, Amém!
Escrever sobre putices, putarias e putas (enlatadas ou não) é um jeito que poucos encontram para encarar suas próprias fantasias. Sociedade louca esta que nos algema a estereótipos e padrões que boas "senhouras" devem seguir e, consequentemente, violentar a própria essência e a busca pelo prazer próprio, sem pudor.
Anos de subserviência e velhas queixas. Queimam sutiãs, mas não orgulham-se dos próprios peitos. Analisam por horas as próprias nádegas em busca de celulite, mas esqueceram pra que elas realmente servem. Buscam no parceiro fidelidade eterna, mas não se conformam com as imperfeições e verdades que dificilmente mudam com o tempo.
Os peitos caem, a bunda amolece e o prazer se esvai. De que serviu tanto preconceito, mesmo?
Anos de subserviência e velhas queixas. Queimam sutiãs, mas não orgulham-se dos próprios peitos. Analisam por horas as próprias nádegas em busca de celulite, mas esqueceram pra que elas realmente servem. Buscam no parceiro fidelidade eterna, mas não se conformam com as imperfeições e verdades que dificilmente mudam com o tempo.
Os peitos caem, a bunda amolece e o prazer se esvai. De que serviu tanto preconceito, mesmo?
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